Algumas pessoas já tinham me dito que os livros do Mia Couto eram muito bons. Mas, com tanta leitura na fila, acabava deixando sempre pra depois. O que me fez lê-lo agora foi dessas felizes coincidências da vida: um amigo português querendo um livro que eu poderia comprar no Brasil e retribuindo com uma agradável supresa.
Um Rio chamado Tempo, Uma Casa chamada me Terra é um romace repleto de poesia e fantasia. Durante a leitura, pensei muito no García Márquez (que está entre os meus 5 +) e em 100 Anos de Solidão.
Mariano, o neto, volta a sua aldeia para acompanhar o funeral do avô Mariano. Com mistérios desde os primeiros parágrafos, Mia Couto foi me levando a conhecer um pouco de Moçambique e sentir o quão africano nós brasileiros podemos ser.
As situações inverossímeis são abundantes na narrativa, mas o gostinho de cultura popular misturada a poesia onde tudo é possível e acreditar só faz bem à alma fazem do livro uma fonte deliciosa de lazer e conhecimento.
Realmente, gostei muito de ter lido Mia Couto e quero voltar a lê-lo em breve. De verdade? Acredito que se os demais livros deles forem ttão bons quanto este, Gabo pode ter nova companhia entre os meus 5+.

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