terça-feira, 24 de maio de 2011

Amor

Carta a D. é um livro fininho, bem rápido de ler. Apesar de ter trechos bem filosóficos que podem ficar obscuros se você estiver lendo sem atenção equilibrando-se em um ônibus lotado, ele tem uma mensagem bem direta e simples: nunca é tarde para reconhecer o amor.
André e Dorine ficaram 58 anos juntos e só após a doença dela ele percebeu, de verdade, como seria difícil viver sem ela. No livro ele explica que nunca se orgulhou desse sentimento que é o amor. Talvez por ser um estudioso, filósofo, engajado, etc e tal, achasse esse sentimento algo pequeno burguês, meio cafona ou até mesmo fora de moda. Pra ele, estar junto era suficiente, compartilhar ideias era o primordial. Ele só não percebeu que no meio do caminho apaixonou-se perdidamente por aquela mulher que sempre esteve ao seu lado. E que bom que ele caiu em si a tempo e deixou-se tomar pelo amor que sentia por ela. Por causa disso, escreveu a brilhante Carta a D. que hoje me deixou feliz e triste ao mesmo tempo.
Eu tenho um D. na minha vida e sei que sinto um amor gigante por ele. Espero demonstrar esse amor todos os dias e espero também que possamos viver juntos e plenamente felizes como A. e D. viveram. Até que a morte nos separe. Amém!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Melhor declaração ever!

Você está para fazer oitenta e dois anos. Encolheu seis centímetros, não pesa mais do que quarenta e cinco quilos e continua bela, graciosa e desejável. Já faz cinqüenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. De novo, carrego no fundo do meu peito um vazio devorador que somente o calor do seu corpo contra o meu é capaz de preencher.
Trecho de Carta a D., de André para Dorine.

sábado, 21 de maio de 2011

Corrida à biblioteca

Tarde de sábado. Friozinho em casa. Marido no videogame e eu pensando: que livro devo ler agora?
Olhei minha listinha de nomes aqui ao lado e parei em Carta a D., de André Gorz. Lembrei da matéria escrita pela minha amiga Julliane. Acessei o blog das bibliotecas de SP. Pesquisei e achei vários dele, em várias unidades. Inclusive na que fica pertinho da minha casa. Olhei no relógio. Falta meia hora pra biblioteca fechar. Convoquei o marido. Procuramos minha carteirinha na bagunça do escritório. O cartãozinho amarelo apareceu depois de uns 10 minutos do meio de vários xeroz que estavam em cima do escaner. Peguei um casaco e saímos os dois de carro. Após um pouco de trânsito e mudanças no trajeto feitas pela prefeitura, cheguei ansiosa na bilbioteca. Ainda tive que jogar um charme para que a bibliotecária aceitasse emprestar o livro 5 minutos antes de fechar tudo e ir pra casa. Ela foi boazinha e aqui estou eu, em casa, com a Carta a D.
De cara já gostei do formato, que lembra mesmo uma carta. A foto do casal na aba interna da parte da frente dá um pouco o tom de romance. A presentação de Ecléa Bosi na aba ao final do livro me faz lembrar o desfecho da história, que já conhecia da matéria da minha amiga Ju.
Certeza que esse livro vai me fazer chorar. E amar!

5 dias e sou mais feliz

Só precisei de 5 dias pra ler A História de Eva, de Eva Schloss. Foram as idas e vindas ao trabalho, um pouco na hora do almoço, a noite de sexta e a manhã do sábado. E depois de cerca de 200 páginas, sou uma pessoa mais feliz.
Não, isso nada tem a ver com alívio por não ter vivido os sofrimentos de Eva durante a guerra e nos campo de concentração, tem a ver com coragem, fé nas pessoas e amor.
Sinto uma felicidade por ter lido a história dessa mulher, que hoje tem a idade da minha avó e dividiu sua história de terror com o mundo para honrar aqueles que não conseguiram, como ela, sobreviver. Que quis mostrar ao mundo algo que não deveria nunca mais acontecer. Algo que nunca deveria ter ocorrido com ninguém!
Pesquisei um pouco sobre Eva na internet e descobri que ela faz palestras em escolas. Meu Deus, esta é uma mulher sábia! Que, se não as crianças, irão impedir que isso volte a acontcecer? Vi uma foto de Eva no Brasil com crianças do CEU Paraisópolis, em São Paulo. E amei Eva por isso.
Obrigada, querida, por ter escrito esse livro. Obrigada por ter vindo ao Brasil e por andar o mundo dividindo aquilo que tenho certeza gostaria de nunca mais lembrar.
Mulheres como Eva merecem nosso aplauso!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Medos

Bem que minha amiga me disse que "em uma sentada" eu leria Raul Taburin, do Sempé.
Ele é um livro considerado infanto/juvenil, mas fala sobre um tema que persegue adultos (como Raul) por uma vida toda.
Os desenhos são fantásticos, nem é preciso dizer. Dá pra perder um bom tempo só olhando pros detalhes. Mas gostei mesmo foi a história porque me vi um pouco dentro dela.
Algumas vezes um medo persegue a gente, de uma forma que você não consegue explicar. É algo tão irracional, tão ridículo, que você não consegue confessar nem a si mesmo e vai levando a vida fingindo que não está vendo o que está bem embaixo do seu nariz.
Você só vai enxergar mesmo quando isso trouxer algum problema maior para sua vida.
Sabe, acho até que em algum tempo vou ler esse livro outra vez...

No momento, já estou lendo A História de Eva, de Eva Schloss. Tudo para ser uma ótima leitura! Vamos lá!

sábado, 14 de maio de 2011

Ah, Veneza... mais vontade ainda de estar aí!

Precisei de 5 dias pra ler a história sobre os mil dias que Marlena de Blasi viveu em Veneza.
Minha prima Tamires me emprestou o livro e meu objetivo era prestar bastante atenção nas descrições que a autora faria dos locais em Veneza e das dicas que poderia anotar para a minha viagem de férias. O resultado foi que estou ainda mais ansiosa pra conhecer esta princesa que é Veneza!
O livro é bem sussa, um romance, uma história de amor comum, mas que por isso mesmo tem tanto de especial.
A leitura é rápida e fácil! Gostei bastante e comprei um para dar de presente para uma amiga que também acho que vai gostar.
Agora vou ler Raul Taburin, do Sempé, mesmo autor de Pequeno Nicolau, que eu amoooo! Tenho que agradecer minha querida amiga Lívia que me ajudou a comprá-lo com um bom desconto ;)
Certeza que será outra leitura rápida e... emocionante!

Amo ler!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Recorde do ano!

Demorei 5 dias pra ler Leite Derramado. Isso porque eu só leio no meu horário de almoço e nas idas e vindas ao trabalho, rs.
O livro é bom demais! Adorei mesmo!
Fique super curiosa, interessada, encantada com os personagens... e a cada nova informação mais eu me focava para descobrir um pouco mais sobre esta história contada pelas memórias de um homem de 100 anos!
Cantei a bola da nova Capitu. Mas acho que nesta história Chico vai além da dúvida "traiu ou não traiu". O fato é que quem conta um conto aumenta um ponto e quando esse alguém tem mais de uma centena de anos e ainda está no hospital... meu Deus! Que voltas a nossa memória não pode dar?
Sabe aquela história que diz que quando uma pessoa passa por um trauma ela apaga algumas coisas da memória e reconstrói as lembranças de uma forma melhor pra ela? Ou menos dolorida? Acho que é por aí...
Outro ponto a destacar é a o tal Leite Derramado do título. Depois de viver 100 anos, dá tempo de chorar o leite derramado? Será que em algum momento há tempo de voltar atrás? Reviver? Refazer?
Ah, Chico... amo você!!!!!

E pra continuar a toada, já estou lendo o best-seller Mil Dias em Veneza, da norte-americana Marlena de Blasi. Por que eu escolhi bem esse depois de me maravilhar com o Chico? Pra entrar no clima italiano, levando em conta que em agosto estarei em terras dos meus ancestrais!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Fisgada no primeiro capítulo

Ah, Chico, só você pra me pegar de jeito assim... e olha que você nem está cantando, rs.

O primeiro capítulo de Leite Derramado já me fez ter vontade de ler o livro todo. Já li 50 das 250 páginas e estou adorando o modo de escrever, essa forma diferente de ver as coisas do personagem principal Eulálio. Não vou escrever detalhes pra não estragar a leitura de ninguém, mas posso dizer que o livro está beeeem legal!

E será Mathilde uma nova Capitu? Veremos!