Carta a D. é um livro fininho, bem rápido de ler. Apesar de ter trechos bem filosóficos que podem ficar obscuros se você estiver lendo sem atenção equilibrando-se em um ônibus lotado, ele tem uma mensagem bem direta e simples: nunca é tarde para reconhecer o amor.
André e Dorine ficaram 58 anos juntos e só após a doença dela ele percebeu, de verdade, como seria difícil viver sem ela. No livro ele explica que nunca se orgulhou desse sentimento que é o amor. Talvez por ser um estudioso, filósofo, engajado, etc e tal, achasse esse sentimento algo pequeno burguês, meio cafona ou até mesmo fora de moda. Pra ele, estar junto era suficiente, compartilhar ideias era o primordial. Ele só não percebeu que no meio do caminho apaixonou-se perdidamente por aquela mulher que sempre esteve ao seu lado. E que bom que ele caiu em si a tempo e deixou-se tomar pelo amor que sentia por ela. Por causa disso, escreveu a brilhante Carta a D. que hoje me deixou feliz e triste ao mesmo tempo.
Eu tenho um D. na minha vida e sei que sinto um amor gigante por ele. Espero demonstrar esse amor todos os dias e espero também que possamos viver juntos e plenamente felizes como A. e D. viveram. Até que a morte nos separe. Amém!
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