quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ora tímidos e cândidos, ora insolentes e provocadores

Assim Jorge Amado descreve o olhar de Gabriela em meio aos retirantes que atravessam o sertão até chegar a Ilhéus, terra que promete trabalho, comida, prosperidade.
Sinto de cara que a personagem tem uma sensualidade muito natural. E natural também é a forma como ela entende a sexualidade, sem neuras, sem castrações religiosas, nem morais.
Após a primeira noite com Clemente, ainda a caminho da cidade, ela já demonstra isso:

"Durante a caminhada ela se comportava como se nada houvesse entre eles, tratava-o da mesma maneira que aos demais. Era de natural risonha e brincalhona, trocava graças até com o negro Fagundes, distribuía sorrisos e obtinha de todos o que quisesse".

E é assim que ela encontrará Nacib em Ilhéus, num capítulo chamado: "De como Nacib contratou uma cozinheira ou Dos complicados Caminhos do amor".

E não é que o sírio nem nota a beleza de Gabriela no primeiro momento? Não vejo a hora de continuar lendo!

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