quinta-feira, 2 de junho de 2011

Clarice,

Não era medo dela. Era medo de mim mesma. De nunca conseguir ler e entender direito o que ela queria dizer. Foi por isso que não escolhi Água Viva na lista de livros que o professor passou no primeiro ano da faculdade. Fique com Dorian Gray.
Fui escapuilindo dela, me esquivando, olhando de canto de olho, assobiando. E quando pensei em encarar, fiquei com os contos que pensei seriam mais tranquilos. Nada. A mulher destroi até nas narrativas curtas, rs.
Confesso que dos 22 contos do livro, na época, boiei em uns 3. Boiei mesmo, rs.
E desde então, comecei e paquerar a biografia Clarice, (sendo que a vírgula aí faz parte do título), escrita pelo norte-americano Benjamin Moser. Mas o livro era tão caro que resolvi esperar o lançamento passar até que ele ficasse mais em conta. Que nada! Anos se passam e os bons livros não baixam de preço como os best-sellers!
Pesquisei sebos. Nada de muito significativo.
Pesquisei bibliotecas. Todos emprestados.
Decidi comprar e... grata surpresa! Minha querida am iga Livia me contou que a editora lançaria uma versão pocket, com texto original, em breve. Preço amigo, tamanho ideal pra ler no ônibus. Eba!
E cá estou eu, lendo e amando Clarice,
Sei que em boa parte de sua vida, nem mesmo ela se entendeu. Considerada até hoje uma escritora misteriosa, sigo eu aos poucos entendendo mais a sua obra e os seus porquês.

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